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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

New year, old dreams

Desculpem a ausência, mas desde aquele dia fatídico da consulta senti-me completamente perdida, sem rumo e, como já disse, anestesiada, dormente...

Hoje, mais ou menos 20 dias depois (parece que já foi há uma eternidade), a perspectiva é diferente, mais calma, mas sem grande esperança.

O ciclo anterior acabou por não dar em nada... Apesar de o meu endométrio até se ter posto mais ou menos bonito, segundo o Dr. C., um endométrio razoável, o meu folículo ovulatório não foi ovulatório. Chegou a um ponto e começou a regredir de tamanho, não tendo ovulado. Ora, com medo de fazer a transferência e nos entretantos começar a minha menstruação (os meus ciclos são de cerca de 30 a 32  dias e iria fazer a transferência no 29º dia - isto para verem o tempo que o meu endométrio demorou a ter 10 mm), o Dr. C. não quis arriscar e cancelou o ciclo.

O meu querido orgão ginecológico, ainda não contente com tudo o que aprontou, decidiu que ainda tinha mais uma surpresa para o ano espectacular de 2016... uma hidrosalpinge (líquido na trompa) à esquerda e um quisto no ovário direito! Ora, plano das festas: cirurgia! 

Segundo o Dr. C., os estudos mostram que uma hidrosalpinge reduz em 50% a probabilidade de implantação de embriões. Aqui, fui eu que não quis arriscar. Ele propôs a cirurgia, apesar de todo o meu historial, e eu não hesitei. Assim, ele para além de retirar a trompa do lado esquerdo, vai retirar o quisto do lado direito e fazer uma raspagem ao endométrio, como que fazer um 'reset' a tudo e começarmos tudo de novo. 

Demorei algum tempo a ter coragem de marcar consulta com ele, para marcar a cirurgia... é na próxima semana. O meu J. vai para fora do país durante 3 semanas e só quando regressar é que faço a cirurgia, por isso só lá para Fevereiro. 

Não sei quanto tempo vai demorar, depois da cirurgia, até poder tentar de novo, mas estou desanimada, não tenho força suficiente para pensar nisso. Sei que quando chegar a hora vou ter (aliás, vou ter de ter), mas agora ainda não consigo... 

Para melhorar tudo, a menstruação ainda não veio... às tantas ainda podia ter dado para fazer a transferência... Mas enfim... ciclo cancelado, ciclo esquecido e não pensar mais nisso!! 







Começou um novo ano, mas os sonhos e os desafios continuam os mesmos, senão cada vez mais difíceis.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Ciclo cancelado

Pois é... eu bem me parecia que estava tudo a correr bem e que não podia ser verdade! Estou no 18º dia do ciclo e o meu endométrio cada vez está a ficar mais fino... em vez de estar a engrossar, está a ficar mais fino! Até ao dia de hoje ainda estou com corrimento acastanhado, o que nunca aconteceu... nem com nem sem Decapeptyl. 

Eu bem tentei ser positiva, deixar as coisas andarem e aceitar como são, mas não posso mentir e dizer que não fui ficando cada vez mais triste e desanimada... há dois dias atrás comecei a preparar-me para este veredicto. Assim hoje já não foi tão difícil ouvi-lo dizer que com este endométrio não ia desperdiçar um ou dois embriões, só porque ainda tenho 14. Também ouvi que, se ele preparasse um endométrio bom de uma mulher de 60 anos e colocasse um dos meus embriões, era tiro e queda e gravidez certa! Ao que eu respondi: 'Isso só acontece em pessoas normais, não em mim!'

Estou agora a tomar medicação para provocar uma 'menstruação' (hemorragia de privação) e no primeiro dia voltar a iniciar o Estrofem. Vai ser um ciclo mais ou menos natural! Aparentemente o Decapeptyl tem uma acção de cerca de 40 dias, o que está quase quase a terminar. 

Por muito que eu não queira, por muito que eu me obrigue, acabo sempre por ter expectativas em relação a cada ciclo, a cada consulta. E a cada uma delas foi uma desilusão atrás de outra. 

Mas eu sou teimosa e não vai ser isto que me vai derrubar! Até hoje, na minha vida, sempre tive de lutar pelo que quis e, até hoje, sempre consegui! Por isso, neste grande sonho da minha vida não vai ser diferente! Vou lutar até ao fim, até que as forças me faltem, até que me falte o ar! 

Como diz a Mariza: 'algo que me diz que a tormenta passará!'.